15 fevereiro 2013

Capítulo 5



Porque tudo que preciso é de um amor, um amor, um amor
Amor, me dê isso
Porque eu não quero ninguém quando eu tenho seu corpo
Amor ninguém, tem o que eu preciso
Porque eu não quero ninguém quando eu tenho seu corpo
Amor ninguém, tem o que eu preciso hoje à noite -  One Love


Capitulo 5 – Imagine Belieber – Criminal

Barbara P.O.V


A festa foi maravilhosa e sabe o melhor de tudo? O Justin tinha tornado ela tão maravilhosa como antes, eu nem estava preocupada com as conseqüências que tudo aquilo traria, eu já estava pegando uma amizade por ele, tinha até trocado telefone, aquele cara era maravilhoso, eu não acreditava no garoto de coração podre que o garçom tinha me descrito quando fui ao bar, o Justin que eu conhecia era melhor que o Jake que só se importava com a vaga em Havard e em mostrar serviço para as pessoas.
Ele era simplesmente incrível, eu não sei o que eu via nele que me fazia rir, mesmo depois de tudo que tinha acontecido, ele continuava sendo a pessoa mais idiota do mundo e Barbara, você gosta de idiotas.
Não tinha ninguém na pista de dança, metade das pessoas tinham ido embora.
Ele olhou para mim e disse:
-Vamos dançar? - ele levantou a sobrancelha.
-Agora? Não tem ninguém.
-Ué assim que é bom ninguém vai ficar esbarrando - ele riu
Tava tocando uma musica mais ou menos agitada, não dava para dançar muito.
Agente chegou à pista de dança, eu pensei que a gente ia dançar que nem doidos em vez disso, ele pegou na minha cintura, colocou meus braços no pescoço dele, olhou para mim, sorriu e começou a dançar lento, eu não entendi, mas ele tava tão fofo que eu simplesmente não conseguia parar de dançar lento com ele.
Olhei para ele e ri, não disse nada, só continuei olhando dentro dos olhos dele e de repente, eu senti alguma coisa, como sei lá, uma dor, mas foi a melhor dor que eu senti em toda a minha vida.
Parei de olhar para ele, porque ele sorria a cada segundo e eu amava aquilo, eu queria beijá-lo, mas eu não podia, eu tenho namorado.
Eu encostei minha cabeça no ombro dele. Ficamos ali um tempão, a musica mudava e nós continuávamos ali, dançando lento.
Até que eu ouvi alguém me chamando, eu olhei para o lado e era a Amber.
- Vamos pra casa Barbara, ta na hora.
- Tá , já vou , pode ir pro carro.
Justin me olhou e disse:
-Vocês realmente precisam ir agora?
- Sim…
-Eu vou te ligar, a gente podia sei lá, se ver mais vezes…
-Nós vamos, Justin – Falei sorrindo - Pode me ligar, mas aquele negocio que eu falei, eu sei que você é meu fã, mas não perca os limites – Ele olhou pra mim e sorriu , deu um beijo na minha bochecha , eu fui para o carro e Amber estava estirada no banco , totalmente bêbada .
- Sabe o barra pesada dono da festa ?
- Não, por quê? – Perguntei.
- Você tava dançando com ele, ele é o Justin.
- Sério?
-Urrum, ele é gente boa

- Dirige logo, eu quero ir pra casa.
Enquanto eu dirigia , Amber pegou totalmente no sono , nós já estávamos bem perto de casa, e a vontade de ter beijado o Justin ainda continuava em mim , aquilo era certo ?
Dei um suspiro lembrando a única noite que eu fui feliz, mas ai eu voltei para a realidade eu estava perdida, o Jake contaria pro meu pai e o meu pai ia tirar tudo que eu tenho, eu nem me importava tanto em perder o Jake, mas eu me preocupava com o que o meu pai iria fazer , eu sei , parece estranho eu me preocupar com o que ele tem pra mim, mas é que eu ainda tenho medo e eu ainda quero mostrar pra o meu pai que eu sou digna do amor dele …
Ai mais que droga por que eu não consigo me libertar dele, me libertar do meu pai? Ele é o que mais me odeia em toda aquela família e eu ainda queria ser digna do amor dele, eu não merecia isso, não merecia viver todos os dias da minha vida, tentando mostrar para ele que eu mereço o amor dele, ele não merece o meu amor, ele não merece, ele não me ama, mas de verdade, eu não sei se o amo, eu acho que é só medo de não ter uma família como todo mundo tem e eu quero isso.
Chegamos na casa da Amber, acordei ela, ela se apoiou em mim e fomos para o quarto, coloquei um pijama nela e coloquei ela na cama, ela precisava de um banho, mas eu não tava com cabeça para dar banho nela, ela dormiu profundamente.
Eu tomei banho, me vesti e deitei na cama, eu simplesmente não conseguia dormir, não depois que tinha acontecido e o que eu mais pensava era na Amber falando que era ele o barra pesada, porque todo mundo achava ele assim, ele não era essa pessoa, ele era bom, ele era incrível e fazia com que eu me sentisse viva, ele era o menino do sorriso encantador, o menino gentil que nem roubar um beijo tentou, ele era incrível.
Fiquei pensando nele, no que havia acontecido na noite passada, eu dei meu telefone para ele e queria que ele me ligasse, estava ansiosa para ouvir a voz dele novamente. Fiquei pensando nele e depois de um tempo, eu consegui dormir.
{…}
Quando eu acordei a Amber ainda estava dormindo , então decidi ir em casa pegar mais roupas e ver a bomba estourar , porque em uma hora dessas o Jake já devia ter contado tudo .
No caminho pra casa fiquei pensando , e se um dia eu me casasse com o Jake ? Será que eu seria feliz ? Ou minha vida seria totalmente fachada , tudo fosse uma mentira ? Nós teríamos filhos e fingiríamos um amor e felicidade que não existe , pelo menos da minha parte. Eu não era o tipo de mulher que me casaria com um cara por aparência , se bem que eu estava sendo um pouco hipócrita , já que eu tinha me acomodado ao Jake, mas isso tudo era medo de ficar só, eu sempre tenho medo de ficar sozinha , eu não era boa o bastante e talvez ninguém além do Jake pudesse me querer .
Sai daqueles pensamentos quando vi a mansão da minha “família “, pedi para que Harry , o nosso porteiro abrisse o portão , mas ele me disse uma coisa que me machucou tanto , ele também não estava feliz com isso .
- Desculpa , dona Barbara , mas seu pai não me autorizou a te deixar entrar , se a senhorita não sair daqui , eu vou precisar chamar a policia .
- O que ?! Por que meu pai ta fazendo isso?!
De repente vi meu pai saindo com dois sacos de lixo preto e parou de me encarando do lado de dentro do portão.
- Toma essas porcarias das suas coisas, nunca mais pisa aqui entendeu? Esquece que você é uma Hastings, esquece que você já pertenceu a essa família. Vai se misturar com os bandidos vai. Eu sempre te eduquei, fiz tudo e você me devolve como? Sendo uma desgraça.
Eu comecei a chorar na frente dele, ele pegou os dois sacos de lixo e jogou no container, os empregados saíram com mais dois sacos, ele estava jogando minhas roupas fora, me humilhando em público.

Agora era oficial eu não era mais uma Hastings, eles não me queriam lá e tava doendo, tava doendo muito, eu não conseguia parar de chorar, tudo o que eu mais temia tinha acontecido, eu não tinha mais uma família e eu nunca ia ter, por que eu sei que o Jake também vai me abandonar, eu vou ficar sozinha.
Depois que o meu pai já tinha colocado tudo que era meu no lixo e entrou em casa.
Eu estava sentada encostada no carro, chorando, eu simplesmente não conseguia parar de chorar, doía demais. De repente senti alguém me tocando.
-Toma aqui dona Barbara, as coisas são suas - disse o porteiro.
-Coloca ai dentro do carro - desabei de novo, só de falar.
-Hey, dona Barbara, não fica assim, fico ate triste de te ver assim, você sempre foi uma boa menina, eles não te merecem, vai viver menina - ele disse tentando me animar.
-Quer saber? Você tem razão, eu não os mereço, não mereço ser maltratada por eles, eu vou ser feliz de verdade - me levantei, limpei minhas roupas e abri a porta do carro.
-Isso mesmo dona Barbara, você é uma menina linda e vai ser muito feliz - disse ele dando um sorriso
-Muito obrigada - sorri
E foi ai que eu decidi que eu podia viver sim sem eles, eles não me amavam e se eu continuasse morando com eles, eu nunca ia conseguir ser feliz, ia ser obrigada a casar com o Jake e não era isso que eu queria, eu ia conseguir sozinha.

Voltei para a casa da Amber com um novo ar, parecia que eu estava viva de novo, como na noite passada, eu me sentia exatamente assim, liberta. Eu sei que eu ainda quero o amor dos meus pais, eu ainda quero merecer ele, quero que eles sintam orgulho de mim, mas sobre isso eu já não posso fazer nada, eu já tentei de tudo, já tentei de tudo para eles gostarem de mim, mas eu não consigo e eu não vou conseguir mudar a decisão do meu pai, eu já não era mais uma Hastings, isso estava decidido e eu ia viver a minha vida agora.

Parei no McDonad’s para comprar um lanche para mim, estava na fila esperando a minha vez chegar, quando o meu Iphone começou a tocar dentro da bolsa, eu abri e fiquei procurando que nem doida, cadê a merda do celular? Quando finalmente achei, atendi imediatamente, nem olhei quem era.

-Alô? – disse

-Oi, Barbara? – disse confuso.

Eu não sabia quem era ele estava com uma voz rouca, eu não consegui identificar, tirei o celular do ouvido e olhei a tela, MINHA NOSSA SENHORA, ERA ELE, EU NÃO ACREDITO QUE ELE LIGOU MESMO, no mesmo instante que vi a nossa foto juntos eu sorri de ponta a ponta, eu não conseguia parar de rir, até que ouvi uma voz vindo do iPhone, percebi que o tinha deixado sozinho.

-Oi Barbara, você ta ai? – ele parecia decepcionado

-Oi, oi, me desculpa, eu só não estou conseguindo acreditar que você ligou mesmo – sorri novamente

-Claro que eu liguei, eu pedi o numero e eu… Nós somos amigos certo? – ele parecia nervoso

-Claro que somos amigos, nossa, eu to muito feliz, mas então pq ligou? – perguntei curiosa

-Eu acabei de acordar para falar a verdade, ainda to meio zonzo, mas eu vi a nossa foto no celular e decidi ligar, mas então o que esta fazendo? – o ouvi bocejando

-Bom, eu estou na fila do Mc Donald’s neste momento, esperando a minha vez chegar - sorri e Barbara, por que diabos você na consegue parar de sorrir?

-Ah, eu to morrendo de fome, será que eu posso passar ai e comer com você?

-Claro que pode só não demora muito, quer dizer pode demorar aqui ta lotado e eu to sentindo que o meu pedido não vai sair tão cedo – eu comecei a rir

-Ah ta cheio? Então faz assim, pede para mim? Eu sei que é abuso, mas quando eu chegar ai, o seu pedido provavelmente vai estar saindo e ver você comer não vai ser bom para o meu pobre estomago que neste momento esta roncando de fome – ele gargalhou e eu o fiz também, eu não conseguia parar de rir e as pessoas já estavam começando a olhar então tentei me conter.

-Então ta, o que você vai querer?

-Eu vou querer aquele tal de CBO, ele parece gostoso…

-Coca-cola e bastante batata frita? – o interrompi

-É, mas, como você sabia? – disse confuso

-É que eu também vou pedir isso – comecei a rir

-Então ta, saindo do momento em que eu fico constrangido – ele abafou o riso do outro lado da linha – te encontro ai daqui a pouco ele desligou.

Aquele concerteza era o melhor momento da minha vida, ele tinha me ligado e eu estava rindo e sentindo a dor boa da noite passada, eu me sentia ainda mais viva e talvez, só talvez eu seja uma pessoa muito melhor quando estou com ele.

Minha vez chegou e eu estava rindo como uma boba.

-Boa Tarde, o que vai querer?

Suspirei e disse nossos pedidos, eu estava rindo que nem uma retardada e por mais que a atendente fosse um saco eu estava rindo da situação toda, eu ria de tudo. Fiz o pedido e fui para a fila ao lado, aonde se pegava.

Meu celular tocou e era ele de novo, o que será que ele queria?

-Alô? – disse sorridente

-Oi Barbara, pois é, eu esqueci de um detalhe, existem bilhões de Mc Donald’s pela California, eu não sei qual você esta – ele disse, parecia tímido

-É um que tem em ST. Monica – olhei em volta para ver alguma referencia – perto de umas casas grandes, tem uma padaria chamada Pão doce– comecei a rir do nome da padaria - do lado de um prédio vermelho de uns 2 andares, quando você vê ele, você acha o Mc Donald’s – continuei rindo

-Por que ta rindo?

-O nome da padaria é engraçado, enfim, anda logo, se não eu vou comer sem você.

-Ui estressada faminta – ele riu, eu não acredito que tava rindo de uma coisa tão sem graça – Tchau, vou ver se acho.

Fiquei na fila por um tempo, já estava ficando sem paciência, se não tivesse pagado eu já teria ido embora.

Ficava olhando para a porta do Mc Donald’s e nada do Justin isso também já estava me dando raiva, cadê ele? Eu queria ver ele, mas que coisa.

Estava emburrada na fila quando chegou a minha vez, eu pedi para eles colocarem para viagem, eu não queria comer sem ele. Sentei em uma mesa e fiquei esperando.

Já tinham se passado mais ou menos uns 40 minutos desde que ele ligou e nada dele, peguei o meu iPhone e liguei para ele. Ele atendeu no segundo toque.

-Justin aonde você esta? – disse com raiva

-Pois é, eu acho que eu me perdi, Barbara, eu vou estacionar pêra ai.

Ouvi o motor do carro desligando e ele falou:

-Pronto, então eu não achei o lugar, to muito perdido

Comecei a rir dele, como ele podia se perder? Ele morava em ST. Monica e se perdeu? Esse menino tem certos problemas mentais.

-Aonde você esta? – disse ainda rindo

-Para de rir de mim, eu não tenho culpa se fiquei nervoso e esqueci aonde eu tava

-Nervoso, por que nervoso? – perguntei meio seria

-Ah nada, mas então você vai vim aqui ou eu vou ter que me perder ainda mais para te achar?

-Se eu fosse uma pessoa má, eu não iria, mas eu sou do bem e to com pena de você – ri dele

-Pois então venha logo, eu e o meu amiguinho estamos com fome - ele riu alto

-Amiguinho? – tenho certeza que estava corando naquele momento

-É Barbara, meu estomago, já ta pensando merda – ele gargalhou

-Para de rir de mim, ninguém chama o estomago de amiguinho, amiguinho normalmente é outra coisa… – disse baixo

-Enfim – ele não parava de rir – eu não sei o que falar, sua mente é muito suja dona Barbara

-Cala a boca, idiota, aonde você esta?

-Eu to em frente a uma pracinha em ST. Monica, ela tem o monte de brinquedos coloridos e tem uma casa meio bege em frente dela.

-Como a casa é? Eu acho que é a casa da Amber

-Ah, ela deve ter uns dois andares, é bonita e tem uma menina dançando em um dos quartos, ela é bonita – a voz dele pareceu distante.

Quando ele falou que ela era bonita eu tive certeza que era a Amber, mas sei la, eu tava com raiva, estava com os pulsos fechados e por que ele falou que ela era bonita? Logo para mim? Talvez seja por que ele não tem nada com você.

-Ta Justin, eu acho que sei aonde você ta, já to indo – disse com raiva

-Você ta com ciúme?

-Para de ser ridículo, tchau, to indo para ai – desliguei o telefone e andei em direção a porta, sai de la e finalmente senti ar puro, la tava tão abafado.

Quando tava abrindo a porta do meu carro vi o Jake dentro de um dos carros entrando no estacionamento, imediatamente entrei dentro do carro, dei a partida e sai logo dali. Depois que fui embora uma espécie de alivio tomou conta do meu corpo, eu não sei por que eu não queria ver o Jake, afinal ele era o meu namorado, eu tinha que gostar de ver ele, mas eu não queria, eu queria distancia dele.

Cheguei na casa da Amber, estacionei o carro na frente da casa dela e fui ate a pracinha que ficava logo na frente, não conseguia ver o Justin em lugar nenhum, até que olhei para o parquinho e la estava ele, brincando de bola com uns meninos, sem camisa e todo suado, minha nossa senhora, por que ele faz isso comigo? Ele tava tão gostoso, tão sexy, perdi o ar, eu não sabia mais como respirar, eu tava meio que hipnotizada, ele tava tão lindo, tava só com uma bermuda azul e um tênis supra tão lindo, tão sexy e a vontade de beijá-lo voltou, eu queria beijá-lo tanto, eu já não sabia como andar, eu já não sabia nada, ELE ESTAVA MUITO SEXY.

De repente vi ele olhar para mim, alem de estar sem camisa, todo suado, ele ainda olhava para mim? Com aqueles olhos cor de mel que de verdade me hipnotizavam, sem ao menos ele estar perto de mim.

-Vem aqui, to com fome – ele acenou

Fui andando em direção a ele, eu estava tremendo, eu tinha que me controlar, parar de tremer e parar com essa vontade insana de beijá-lo.

Cheguei perto dele e disse:

-Menino veste uma camisa – disse olhando para o seu tanquinho.

Ele começou a rir – Que foi? Acha que não resiste ao meu corpinho sexy? – ele riu e olhou para trás – meninos eu vou ter que ir comer, to morrendo de fome, depois agente joga mais, pode ser?

-Claro que pode, você joga bem, tem que aparecer mais aqui, você é legal – eles acenaram e continuaram jogando

-Acho que vou aparecer mais aqui, estou certo? – ele levantou a sombrancelha e sorriu para mim, eu definitivamente estava tremendo agora e concerteza estava corando, meu coração acelerou e eu sorri, foi o sorriso mais verdadeiro e mais incrível que eu já tinha dado, era o sorriso do Justin, era o sorriso que eu só dava quando estava com ele.

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