15 fevereiro 2013

capitulo 10 - Criminal






Eu não posso acreditar, não sou eu mesmo,
De repente eu não estou pensando em mais ninguém
Você me faz estremecer.- Stutter

Barbara P.o.v
-Me abraça – falou Amber com voz de choro . Desliguei o telefone e fui correndo abraçá-la , eu não suportava a Amber triste , porque me entristecia também , a Amber era aquele tipo de pessoa que se ela estiver alegre todas as outras ao seu redor também ficam alegres, mas se ela estava triste as outras pessoas ficavam depressivas .
- Abraço, Amber- falei acariciando o cabelo dela – Você dormiu menos de duas horas…
- Eu to um caco , Barb – falou deixando algumas lágrimas cair , abracei ela mais forte , eu tinha que fazer ela voltar com o Chaz porque a dor consumia ela por dentro e por fora e me consumia também , a Amber é como minha irmã , eu a protegeria acima de tudo.
-Eu não queria ter dormido Barb - ela disse com voz de choro.
-Mas você precisava, você tem que dormir, você ainda não completou o nível para virar um alien  ,Amber - tentei fazê-la rir.
Ela sorriu, mas não pareceu muito verdadeiro, na verdade, esse sorriso não era verdadeiro, eu sabia que ela só sorriu para tentar me enganar.
-Barbara, o sonho foi lindo, acho que só com esse sonho, eu já consigo fingir que estou bem - ela olhou para mim e percebi que os olhos dela brilhavam.
Ela ficou na minha frente sentada na cama e eu me sentei na frente dela.
-E como foi o sonho? - disse sorrindo para ela, ela sorriu empolgada.
-Foi assim, eu estava lá na casa do Chaz…
-Você já foi na casa do Chaz? - disse confusa.
-É claro que já fui, sua boba - ela sorriu e bateu na minha perna.
Sorri - Continua - disse sorrindo, eu estava feliz por ela estar feliz depois de tudo que aconteceu, e isso tudo por causa de um sonho.
-Então, eu estava na casa do Chaz, sentada no sofá, chorando, até que ele aparece com um sorriso enorme, com uma caixa, eu paro de chorar e começo a sorrir do nada, ele abra a caixa e me mostra um papel que esta escrito “eu te desculpo, afinal, eu te amo” eu saio correndo em direção a ele e nos começamos a nos beijar e fazemos o melhor amor do mundo, sei la, foi lindo - ela não parava de sorrir
-Isso seria mais romântico se você não tivesse se esquecido daquela prova do crime lá no carro. Agora culpa sua eu não consigo ver o lado romântico de vocês , só o outro lado – Falei rindo, ela riu mais alto, eu tinha conseguido um sorriso sincero da parte da Amber , ela continuou rindo e depois me olhou séria.
- Pervertida- falou batendo na minha cabeça e rindo mais alto ainda – Então, quem era no telefone , dona Barbara ?
- Ah , era só o Justin – falei e era inevitável não sorrir quando eu pronunciava o nome dele …
- Justin , é ? – Ela falou maliciosa erguendo a sobrancelhas com aquele olhar tão … Amber , aquele olhar  que arrancava as verdades da sua alma , a  Amber sempre conseguia saber oque queria só erguendo aquela sobrancelha e usando sua voz de ironia .
- É , era o Justin . E nem vem falar besteira- encarei ela na esperança de que ela não me deixasse constrangida com o papo “Justin “.
-Hum… sei Justin, vocês dois viu, to de olho dona Barbara - ela ria alto.
-Cala a boca Amber, vamos falar de outra coisa - disse sorrindo
-Não, nem pensar e aquela briga de ontem? O que aconteceu? quero saber de tudo - disse ela pegando uma almofada e abraçando.
-Não teve nada, foi uma briga de amigo ué - disse jogando uma almofada na cabeça dela.
-Ah amigo, se fosse uma briga de amigo, vocês não teriam gritado e não seria pelo o motivo “verdade ou conseqüência”
-Ele só não queria brincar , só isso . – eu por puro descuido sorri , lembrando que aquela briga tinha feito o Justin me dizer a verdade .
- Por que? E esse sorriso , hein Hastings Barbara ?
- Ué Austin Amber , eu to feliz de estar com a minha melhor amiga , você queria que eu tivesse como ? Chorando ?
- Eu sei que eu sou sexy , linda e divertida , mas eu não faço você sorrir com essa cara de pateta , me conta logo, você sabe que é impossível esconder alguma coisa da Amber .
- Contar oque ? Não aconteceu nada .- Falei segurando a Pigtunia – o bichinho de pelúcia que a Amber tinha desde que nasceu.
- Contar oque vocês fizeram .- ela fez soar tão obvio
- A gente não fez nada … Não porque nós não queríamos .
Meu celular começou a tocar, eu coloquei um toque exclusivo para ele porque  ele me ligava no.meio da noite e não costumava atender, mas ele eu atendo, o por quer  ? Eu não sei.
Olhei para o celular e era ele, eu sabia que era, mas ele tinha que ligar logo agora? Eu não ia conseguir disfarçar, a Amber ia sacar tudo na hora e eu não podia não atender.
Olhei para o celular e depois olhei para ela sorrindo, ela sorriu para mim maliciosamente.
-Atende Barbara - ela disse empolgada.
Finalmente atendi, mas eu não fiquei parada na frente dela, fui para a varanda, mas ela foi junto.
-Alo ? - disse animada
-Nossa, já tava pensando que não ia me atender .
Amber voltou para o quarto e eu tinha ficado relaxada ótimo , ela tinha me deixado em paz. Quando eu menos esperava ela aparece com um papel na mão dizendo :
“ Coloca no viva-voz ou eu falo merda pra ele “
Aquela Amber era definitivamente a pior melhor amiga de todas , ela era cruel .
- Não – sussurrei , e ela apontou para o pedaço de papel e tirou o celular da minha mão colocando no viva-voz, ou eu deixava ela escutar a conversa e me zoar ou ela falaria de todas as vezes que eu já tinha chamado o Justin de gostoso e quando eu contava meus sonhos , ela me devolveu o telefone e sorriu vitoriosa .
- Oi , Justin . Ainda ta ai ?
-Eu estou, to aqui esperando você me falar que não quer falar comigo e fingir que esta em um túnel - ele começou a rir - Mas então… como você está ?
-Bem , mas por que você me ligou ? – Amber me fuzilou com os olhos , se ela pudesse ela me estrangulava por ter falado aquilo .
-Eu te liguei, porque queria ouvir a sua voz… - ele suspirou - para saber se você não vai furar comigo e para saber qual o seu sabor de sorvete preferido.
- O meu  é baunilha , por que ? – Eu queria ser um avestruz e esconder minha cara em um buraco , a vadia da Amber ficava fazendo coraçõezinhos e rindo .
-Por nada, mas você  não vai furar comigo né ? - ele parecia desapontado, eu não queria que ele se sentisse assim, eu queria falar mais coisas para ele, mas a idiota da Amber estava lá - Eu deixei de ir consolar o meu amigo chorão, para ficar com você…
Decidi ignorar a presença da Amber ali, eu não suportava ser fria com ele .
- Claro que eu não vou furar , eu nunca te deixaria na mão , Bieber – falei sorrindo
-Nossa - ele parecia muito mais feliz - é… mas então, você dormiu bem? Depois que você desligou e me deixou sozinho? - ele riu
-Para de drama , eu não te deixei só . Eu ainda nem dormi .
-Não é drama, você me deixou aqui sozinho, implorando para ouvir a sua voz - ele gargalhou – Por que  não dormiu ainda ?
-Eu to sem sono . Me diz ai onde nós vamos quarta ?
-Você devia dormir Barbara, você tem que ficar acordada na quarta e eu não vou te contar aonde a gente vai.
-Justin , hoje é domingo , falar nisso a gente podia marcar o passeio pra amanhã. Por favor , Justin me conta – falei com voz pidona – Por favor .
-Barbara, eu não posso te contar, para de fazer essa voz de pidona que você sabe que eu não agüento e eu não posso contar porque se não você não vai fazer aquela cara linda de surpresa, por que você quer marcar para amanha? - ele fez voz provocativa, e Amber já ria mais que tudo , ela faltava cair no chão .
- P-porque sim , amanhã é melhor, pra que esperar até quarta ? – Falei gaguejando e tentando disfarçar o quão nervosa eu  estava.
-Então ta, esquece quarta, vai ser amanha, só aceito o seu pedido porque eu to morrendo de vontade de te ver - eu sorri e vi a Amber sorrir tambem fazendo sinal de bom com a mão.
-Você é incrível … – Falei abobada
-Ok Barbara, você acabou de me deixar sem graça, mais sem graça do que da ultima vez… - ele soltava risos enquanto falava.
Justin P.O.V
Ficamos horas conversando, ela me fazia ficar sem graça, ela era, sei lá, minha fonte de felicidade e força, ela era simplesmente incrível e por mais que eu saiba que estou realmente gostando dela, eu não sei pq diabos esse meu coração bate tão forte.
-Ok Barbara isso foi estranho - eu ri dela.
De repente o telefone fixo começou a tocar, ninguém liga para ele, só para o meu celular, estava ate pensando em tira-lo.
-Barb eu vou ter que atender o telefone, espera um pouco - falei indo em direção ao telefone.
-O telefone fixo? Ninguém liga para ele - ela parecia confusa.
-Pois e, perai - peguei o telefone e coloquei na orelha, sem tirar o celular da outra.
-Alô? - disse confuso também.
-Oi Justin, é o Ryan, você não queria me atender no celular e resolvi ligar ai.
-E ai cara, como você esta? - disse animado.
-Justin eu vou desligar, quem quer que seja, parece que vai demorar - ela disse um pouco tristonha.
-Não , Barb , não desliga . Espera ai . – Oi Ryan , falei escutando o telefone fixo .
- Justin , tava conversando com a sua menina é ? – perguntou
- Era , mas pode falar.
-Justin , eu quero pedir desculpa pela confusão e eu só liguei pra dizer que to indo embora pra Nova York e talvez eu volte …
- Cara por que ?
- Vai ser melhor pra mim e pra Amber e até para o Chaz .
- Tem certeza disso , Ryan ?
-  Absoluta , eu quero te agradecer por te me ajudado quando eu cheguei aqui .
- De nada , você sabe que é como meu irmão , não sabe ?
- Sei e você também. Fala pro Chaz , que ele também é como meu irmão e pede desculpas por mim, diz que eu sinto muito por ter atrapalhado ele e a garota dele . – Ryan respirou fundo
- Tá , mas mantém contato, leva um pouco de pó pra vender ai, você não pode ir sem nada , mano .
- Amanhã eu passo ai .
- Passa , mas passa umas meio-dia , porque eu vou sair com a Barbara .
- Ah , esse é meu garoto , passo . E boa sorte com ela.
- Obrigado , boa sorte também , Ryan- aquele despedida era tão triste , era como ver um irmão indo embora , era para o bem dele, mas eu não queria que ele sumisse, conheço ele desde os 15 anos, quando eu ainda não tinha meu próprio negocio …
Ele sempre me ajudou, até mais que o Chaz, eu não queria que ele fosse embora, mas ele precisava ir, ele precisava pensar e viver uma vida longe da Amber, ele estava apaixonado com ela e tinha que evitar o Maximo de contato, eu sabia que ele iria acabar indo embora, porque o quando o Ryan ta apaixonado ele pode ate tentar ficar longe, mas ele não consegue, ele vai atrás e ele indo para NY, vai ser melhor para ele, porque ele não vai ter como correr atrás, ele estava fazendo a coisa certa, mas a coisa certa, me deixava um pouco triste.
-Tchau Ryan, passa amanha aqui, quero me despedir direito de você e se eu não tiver me liga, ok? - suspirei
-Ta bom cara - ele disse rindo - você é como um irmão pirralho para mim, você sabe que o que eu estou fazendo é certo não é?
-Eu tenho certeza, você ta fazendo a coisa certa, mas é como você disse, eu sou como um irmão para você e você é como um irmão para mim, então… - disse meio tristonho.
-Tchau cara, vou ter que ir, passo ai amanha e não se preocupe comigo, eu me viro e você vai ser feliz com a sua garota, porque é a melhor coisa do mundo - ele desligou sem ouvir uma resposta minha, eu sabia que ele estava chorando e não queria que eu ouvisse, ele era meu irmão, assim como o Chaz, eu não queria que ele sofresse, mas o Ryan é forte, com o tempo a dor some e ele ficará bem, meu irmão ficara bem…
-Barb , ta ai ? – Voltei para a linha que eu conversava com a Barbara .
-To Justin , mas eu vou desligar , eu estou morrendo de sono . Até amanhã então , eu sou maluca não é ? Passo a madrugada acordada e vou dormi 8 da manhã.
- É maluca, até amanhã princesa .
{…}
O domingo passou lento, mais lento que o normal , eu precisava que aquele passeio fosse o mais especial da vida dela e bem , eu estava disposto a tentar uma coisa … A Barbara me deixava cada vez mais apaixonado mesmo sem estar do meu lado.
Vou resumir meu domingo : Consolei o Chaz que chorava pelo telefone como uma garota e fiquei deitado na varanda olhando para o mar e inventando uma serie de diálogos e coisas que eu e a Barbara teríamos , o lugar que eu iria levá-la era incrível , era o meu refugio , e na minha vida toda , desde que eu cheguei do Canadá , eu só levei duas pessoas lá ,essas pessoas eram o Chaz e o Ryan , a gente ia pra lá só pra se divertir e beber escondido , três adolescentes de 15 anos se corrompendo , mas tudo valera a pena porque eles eram os meus irmãos, os únicos que eu tinha, os únicos que eu sabia que fariam qualquer coisa por mim e eu por eles.
Segunda-feira, dia 21 de Janeiro de 2013, definitivamente o melhor dia da minha vida e essa merda de domingo passando, não, rastejando que nem uma lesma e talvez até pior.
Eu estava sentado na mesa da cozinha fazendo um sanduíche para mim, minha nossa, ate fazer um sanduíche me deixava entediado, olhei para o presunto dentro dele e olhei para a geladeira, ela tinha uma tabela de calorias dos alimentos que eu costumo comer, eu acho que foi uma nutricionista que eu fiquei que deixou aqui.
Quando eu percebi estava com a tabela na mão e medindo o quanto de caloria eu iria comer se eu colocasse na sanduicheira, ou se eu comesse frio, se eu colocasse ketchup e mostarda, ou só um dos dois é estava comprovado, eu era a pessoa mais entediada de todo o universo.
Decidi comer frio, sorri e me lembrei da Barbara, uma vez ela me disse que iria comer o sanduíche frio, porque ela não queria engordar, aquilo me fez gargalhar, ok eu estava doido, estava gargalhando sozinha em uma casa enorme.
Conclui que iria comer 250 calorias se colocasse na sanduicheira e eu realmente queria colocar ela lá, então eu coloquei e fiquei mexendo no meu IPhone enquanto esperava ficar pronto.
Eu não sei porque, estava em um site que nunca tinha visto de saúde, até que eu li uma coisa interessante “sexo faz perder 250 calorias”, eu comecei a rir muito daquilo, se eu não quisesse engordar era só ir para a casa da Barbara e sei lá… não, eu não faria isso com ela, mas era engraçado imaginar eu chegando na casa dela, comecei a encenar sozinho na cozinha.
-Oi Barbara, pois é, eu acabei de comer um sanduíche de 250 calorias - mudei de lado e imitei ela.
-Idai idiota? - fui para o outro lado.
-Ah sei lá, eu quero emagrecer, sabe tirar essas 250 calorias que estão no meu corpo e eu li que sexo perde 250 calorias - eu parei de encenar e comecei a rir, sem parar, gargalhava muito, sozinha, ok eu estava perturbado, não isso se chama tédio e saudade…
{…}
O domingo tinha finalmente passado , e eu nem dormi direito de tanta ansiedade , mas por incrível que pareça , eu estava mais disposto que o normal . Olhei para o relógio na minha parede e já marcava 11hrs , a qualquer momento Ryan chegaria .
Me sentei no sofá e coloquei em um jogo de baseball , caralho , eu realmente estava ferrado , até baseball me lembrava a Barbara , e como matar a saudade dela ? Eu tinha que me controlar em quatro horas eu teria ela só pra mim … Peguei meu celular e fiquei olhando a nossa foto , dando zoom no rosto dela e sentindo uma vontade de vê-la .
A campainha tocou e sai dos meus pensamentos, me levantei e abri a porta , Ryan me cumprimentou e entrou
 -Cadê o pó cara? - ele disse meio impaciente.
-Calma vou ir pegar, mas pq tanta pressa? - disse abrindo uma gaveta e pegando um saco médio.
-É que meio vôo sai daqui a pouco, eu preciso estar lá uma hora antes - ele disse pegando o saco.
-Ryan vc ta bem? Vc nunca chegou uma hora antes, o que foi? - disse confuso.
Ele olhou para mim triste, ele parecia estar muito triste, como naquele dia que o Chaz e ele souberam de tudo, ele abaixou a cabeça e se sentou no sofá.
-Eu vi a Amber - ele finalmente disse, suspirou e continuou olhando para o chão.
-Aonde? - perguntei compreensivo.
-Eu estava vindo para cá, estava tudo bem, eu estava parecendo bem, eu iria vir para a casa do meu irmão, só que ai eu vi ela andando, sozinha sabe? triste - ele suspirou e deixou uma lagrima cair - eu quase fui fraco e fui falar com ela - ele suspirou.
-Calma cara, ela só estava pensando, muita coisa aconteceu - eu sentei do lado dele.
- Eu sei cara, mas eu to preocupado, sei lá de acontecer alguma coisa com ela, eu só quero ela bem - ele olhou para mim - mas cara quando eu vi ela, sei lá, eu tive a certeza que eu tenho que ir o mais rápido possível para NY, se não eu vou correr atrás dela.
-Tudo bem, então, vc veio de carro? - me levantei
-Vim, pq? - ele disse confuso.
-Eu vou te levar no aeroporto, para agente conversar um pouco, já que aqui perto dela vc não pode ficar - dei uma risada - gente apaixonada é uma merda viu? - comecei a rir e ele riu junto.
Saímos de casa, conversamos muito no caminho, rimos muito e ficamos lembrando dos velhos tempos, aquilo era bom.
Chegamos, ele tinha que fazer o check in, isso ia demorar e eu não queria ficar esperando e ter que ver ele indo embora de vez.Deixei ele na porta do aeroporto, me despedi e fui embora.
{…}
Finalmente tinha chegado a hora de ir buscar a Barbara e eu nem controlava a ansiedade , decidi ligar pra ela e confirmar se ela iria mesmo .
- Oi , princesa – falei animado
- Oi .Justin.
-Já vou te buscar ta ?
- Justin , eu lamento mas eu não vou . Vou precisar furar , desculpa.
- Poxa Barbara … Tá tudo bem – falei desanimado , eu tinha planejado tanto aquilo e seria a tarde perfeita , eu tava morrendo de saudades .
- Ei não fica triste não , seu idiota. Pode vir me buscar , eu vou sim , tava só brincando- falou rindo .
- Ufa , eu já tinha ficado triste , retardada .- To indo te buscar agora.- Falei pegando a cesta de piquenique e minhas chaves .
-Você  acreditou, mas é um babaca mesmo - ela sorriu - tchau, vem me buscar logo, a Amber ta dormindo e eu não quero sair daqui com ela me zoando.
-Já to indo, coisa chata
Eu sorri e desliguei o telefone, eu não estava acreditando que aquilo estava acontecendo, nós finalmente iríamos ficar juntos, sozinhos e eu pelo menos pretendo fazer uma coisa…
Cheguei na casa dela e vi a Amber parada no portão sorrindo, conclui que a tentativa de deixar a Amber sem me ver tinha falhado.
Sai do carro e sorri para a Amber.
-Boa Tarde Amber - sorri
-Boa Tarde - ela sorriu maliciosamente - ela esta la em cima terminando de arrumar a mochila dela, ela não sabe o que coloca.
-Eu posso entrar? - disse olhando para ela.
-Pode, sobe lá, você é esperto garoto - ela saiu correndo para porta.
Eu fui andando até a porta sorrindo, eu simplesmente não conseguia parar de ri desde que sai de casa, eu estava tremendo e não conseguia controlar os malditos batimentos cardíacos.
Abri a porta do quarto devagar e vi que ela estava na frente do armário, olhando as roupas.
Entrei no quarto devagar, com a intenção dela não me ouvir, ela continuou olhando para as roupas, cheguei perto dela e apertei a cintura dela, no mesmo instante, ela deu um pulo e gritou, ela se virou e viu que era eu, comecei a gargalhar, aquilo foi muito engraçado.
-Seu idiota, eu quase tive um ataque cardíaco - ela começou a bater no meu peitoral.
-Medrosa - gritei e ri de novo.
-IDIOTA !- Olhou para mim irritada- E ai que roupa eu levo ?^
- Roupa normal , sem mais informações , vamos Barbara .
Ela colocou umas roupas na bolsa e desceu as escadas comigo , peguei a bolsa dela e coloquei nas costas , entrelacei minha mão na dela , ela olhou para nossas mãos e sorriu .  Quando passamos pelo portão a Amber olhou feliz com aquilo e gritou quando dei partida no carro .
- Se divirtam.
A Barbara ligou o som e reclamou dos raps que eu escutava .
- Caramba que merda esse cara ta falando ?
Comecei a rir , e sugeri que ela colocasse música no celular dela, eu queria ouvir as músicas dela, queria entendê-la, queria ver a letra e entender como a Barbara funcionava, como se eu já não soubesse, mas eu nunca tinha o suficiente dela , por mais que eu tivesse ela toda pra mim nunca era o bastante , eu sempre precisaria dela, mais e mais.
Ela colocou uma música do Radiohead chamada High and Dry , aquela música tinha conteúdo mas era muito depressiva .
- Que música estranha – falei rindo
- Digamos que ela fala por mim …
- Por que ?
- Nada não …
Mudei de música e coloquei uma mais animada do T Mills , era She got a , a Barbara fingia que não gostava , mas cantava o refrão todo . E foi assim durante todo o nosso caminho , era uma hora de estrada até onde eu levaria a Barbara 

Justin P.O.V
Estávamos a 30 minutos dentro do carro e eu sabia que ela já estava ficando agoniada.
-Quando agente chega? - ela olhou para mim estressada, fazendo uma trança no cabelo.
-Daqui a pouco Barbara - sorri
-Mas ta demorando, eu to com fome e você não me deixou comer - ela reclamou.
-Eu não posso fazer nada, agente ta no meio do nada, não tem nada aqui, fica calma princesa - sorri e continuei olhando para a estrada.
-Sei la, você não trouxe comida não? ela olhou para a minha mochila.
-Eu trouxe biscoito, pega ai dentro - apontei para a mochila.
-Ta bom.
Ela pegou a mochila e começou a mexer nas coisas, eu sabia que ela não tava com fome, ela queria uma desculpa para fazer alguma coisa.
-Eu vi que você ta com fome - comecei a rir.
Ela olhou para mim e sorriu, aquele sorriso encantador que me da arrepios e faz os meus batimentos cardíacos aumentarem para 1000.
-Você tem uma supra roxa na sua mochila? - ela me olhou curiosa e com um par da supra na mão – Por que ?
-Sei la, eu gosto de supras, amo roxo e eu amo essa, nem sabia que ela tava ai - comecei a rir olhando para a estrada .
-Minha nossa, isso é porque você gosta desse tênis - ela começou a rir e colocou a supra dentro da mochila de novo.
-Barbara - peguei na mão dela, ela me olhou e quando eu a toquei uma corrente elétrica passou pelo o meu corpo todo, suspirei - me da um biscoito, eu to com fome - olhei para ela rapidamente e arqueei a sobrancelha.
-Ta bom - ela ficou mexendo na mochila ate achar o biscoito, pegou um colocou na boca e disse: - Abre a boca
-Você vai colocar o biscoito na minha boca? - falei com uma voz provocante. 
- Vou , ou você vai comer e dirigir ao mesmo tempo ? – falou rindo
- Tá , anda logo então , eu to com fome .
Ela tirou um biscoito do pacote e colocou na minha boca , e ficou rindo do jeito que eu mastigava .
- Justin , onde a gente ta ?
- Surpresa . – falei cortando o assunto
- A gente já deve ta saindo da Califórnia – ela olhou pela janela do carro e viu a placa – “ Bem Vindo a Califórnia  - Oh meu Deus a gente vai sair da Califórnia ?
- Mais ou menos , é só a trinta minutos daqui , então sim , nós estamos saindo da Califórnia .
- Como é o lugar ?
- Você vai ver , caramba , para de ser curiosa – falei rindo
- É algum tipo de cativeiro ou coisa assim ? – ergueu a sobrancelha irônica
- É Barbara , isso é um seqüestro – falei rindo , até que comecei a ver  a praia que nós passaríamos a tarde- Tá quase lá , Barb .
Fiz a curva e fui encostando o carro na areia , a praia era praticamente , lá moravam alguns casais de velhos que já estavam aposentados , mas eles raramente saiam , só apareciam de vez em quando no fim da tarde . Parei o carro e desci correndo pra abrir a porta para a Barbara , já que ela nunca deixava , então peguei minhas mãos e tampei seu olhos e fui guiando- a até a parte que dava pra sentir a água do mar .
- Por que você ta fazendo isso , idiota ? – falou rindo
- Shh – falei , tirei as mãos dos seus olhos e ela fez uma cara de surpresa olhando para a vista , vendo o mar e como aquilo era incrível , e mais ainda agora que ela estava lá, a abracei por trás e ela ainda estava chocada com a beleza do meu refúgio .
Ela olhava para a paisagem e simplesmente sorria, mudava de foco e sorria novamente.
-Nossa - ela sorriu e finalmente olhou para mim.
-Surpresa - sussurrei no seu ouvido, sorri e beijei a bochecha dela.
-Você é incrível… - ela disse baixo ainda sorrindo.
-Você já me disse isso hoje- fiz careta.
-Deve ser porque é verdade - ela suspirou.
-Vamos fazer um trato, você não pode me deixar sem graça mais de 3 vezes no dia - sorri.
-Não mesmo, eu amo ver você sem graça, é engraçado - ela sorriu e voltou a olhar para o mar
- Eu percebi isso , mas eu não quero ficar sem graça – falei rindo , ainda abraçado com ela
- Como você achou esse lugar ?
- Eu venho aqui desde os 14 anos , esse daqui é “meu “ lugar .
- É romântico você me trazer para o “seu” lugar ?
- É , você a primeira garota que eu trago aqui – ela olhou pra mim e deu aquele sorriso que faz meu coração pular do peito.
- Eu gostei daqui , muito mesmo – falou acariciando meu rosto , eu não podia querer estar em outro lugar com qualquer outra pessoa , era bem ali e com ela que eu tinha que estar , era como se ali fosse nosso lugar . Eu nem percebi que estava sorrindo e ela também estava sorrindo, e aquilo era tão perfeito  e romântico que me fazia parecer um gay , mas eu gostava de sentir aquilo por ela .
- Então idiota , oque a gente faz ? – Perguntou erguendo a sobrancelha
- A gente pode fazer um piquenique , eu trouxe uma cesta cheia de comidas, mas ta lá no porta-malas , depois uma partida de baralho  e ai eu te jogo no mar.
- Uau , como você é delicado Justin . Eu só jogo baralho se for apostado , quero revanche daquele jogo de vídeo-game .
- Tá , se você ganhar eu te dou umas aulas de vídeo-game e você ainda vai ter o privilegio de me beijar .
- Como se eu quisesse te beijar, você é muito iludido . – riu
Comecei a sorrir e ergui minha cabeça para trás e depois voltei ainda rindo, peguei na cintura dela e fiz com que os nossos lábios ficassem muito perto um do outro.
-Como se você soubesse mentir Barbara Hastings- falei baixo, eu estava tão perto dela que eu podia sentir sua respiração e seu coração acelerado, assim como o meu.
-É… - ela disse suspirando.
-Eu vou lá no carro, pegar as coisas - disse ainda abraçado com ela.
-É… - ela disse, parecia sem fôlego.
-Você só sabe falar isso - aumentei o tom da minha voz e ri.
-É… - ela disse brincalhona e me deu um tapa na cabeça.
-Ta bom, senhora “é” - sai dos braços dela e fui andando ate o carro, sabia que ela estava logo atrás de mim.
-Você precisa de ajuda? - ela gritou.
-Se a senhorita quiser vim me ajudar, eu vou agradecer - gritei e me virei para olhá-la, ela estava um pouco longe.
Me virei em direção ao carro e olhei entre o meu ombro, a vi, ela estava correndo em minha direção, parou e descansou um pouco e voltou a correr.
-Da para você me esperar? - ela parou de novo e gritou.
-Não - gargalhei e corri ate o carro - quero ver se você me alcança, gritei e continuei correndo.
- Ah não , Justin ! – Ela gritou correndo  , eu corria até devagar mas a lerda não alcançava , então decidi parar e deixar ela ganhar só pra ver ela comemorar .
- Ganhei ! Você é muito lerdo , Justin! – ela ria e dançava e jogava na minha cara que tinha ganhado .
- Você é uma péssima ganhadora, seus pais não te ensinaram a aprender a vencer não ? – quando eu falei isso , ela ficou séria e perdeu o brilho que os olhos dela tinham , ela tinha ficado do mesmo jeito que estava no dia em que eu a conheci – Barbara  - perguntei
- Oque ?  - falou triste
- Pega a toalha , vamos, tem uma sombra bem ali . Por que você ta triste ?
- Não to triste . – falou e sorriu falso
- Hoje vai ser o melhor dia de todos – falei tentando animá-la
- E – pareceu mais animada
Pegamos a cesta de piquenique e a toalha e voltamos para a praia que naquele dia seria só nossa , ela forrou a toalha na areia e colocou as comidas , arrumando tudo com capricho , nos sentíamos a brisa do mar , não era tão quente e também não era fria , era a temperatura perfeita e o dia estava ensolarado e perfeito como se a Barbara tornasse aquilo mais perfeito ainda.
- Justin , esse sanduíche ta muito bom – falou
- Claro que ta , foi eu que fiz – ela deu um tapa no meu ombro
Ficamos comendo e falando coisas idiotas , fazendo coisas idiotas .
Terminamos de comer e deixamos as coisas lá, ainda tava muito cedo e decidimos ir andar na praia.
-Aqui é lindo Justin - ela andava com as mãos juntas ao corpo.
-Acredite fica mil vezes melhor no por do sol, você vai ver - olhei para as mãos dela e as peguei e sorri para ela.
-Eu gosto de tocar nas suas mãos - ela sorriu - gosto de segura-las - ela olhou para o mar.
-Claro que você gosta, são as minhas mãos - comecei a rir e apertei nossas mãos.
-Só tem uma palavra que define você - ela levantou a sobrancelha.
-Qual? - perguntei curioso - Lindo? - comecei a rir e olhei para ela, os olhos dela brilhavam, assim como o sol ou a lua, na verdade, eles brilhavam mais do que qualquer coisa, era os olhos mais perfeitos que eu já tinha visto em toda a minha vida, eles eram simplesmente perfeito e me consumiam desde o dia em que eu a conheci, ela era perfeita e parecia que a cada dia ela era melhor, eu pensava que era impossível uma pessoa ficar mais incrível do que já é, mas com ela coisas impossíveis acontecem, como eu me apaixonar pela a menina do bar com o corpo único, como eu me apaixonar pela menina do quebra-cabeça, que a cada dia eu contava ele e ele se tornava mais confuso e mais agradavel de se montar e eu ia querer montá-lo, desmontá-lo montá-lo de novo, pelo o resto da minha vida, ela era minha e eu era o homem mais feliz da face da terra por saber disso.
-I.D.I.O.T.A - ela disse pausadamente e começou a rir.
Ela se abaixou com os dedos ainda entrelaçados aos meus e pegou um pouco de terra, eu não estava entendendo nada, até que eu entendi, mas foi tarde de mais, ela olhou para mim com uma cara de criança que iria aprontar e jogou areia na minha roupa.
- Ah Barbara , você vai ver – ela saiu correndo e olhando pra trás, ela era a idiota mais perfeita que eu já tinha conhecido em toda a minha vida .
Cheguei perto dela com as mãos cheias  de areia e joguei no vestido branco dela , ela olhou pra mim com raiva.
- VOCE SUJOU ME VESTIDO ! TA TODO SUJO
-Tira o vestido. – Ri da cara dela
- Não e assim , eu vim toda bonitinha e você me suja – falou fazendo bico
- E só areia . E você continua bonitinha – falei enquanto a abraçava  - Olha ,  Barbara . O Sol já ta quase se pondo , vem – segurei a mao dela e fomos subindo ate uma duna de areia grande , ficamos parados em silencio esperando o sol, aquele poderia ser o momento certo e o momento perfeito pra tentar alguma coisa com ela. …
Subimos na duna e eu me sentei, fiquei olhando para ela, porque ela não estava se sentando?
-Você não vai se sentar não? - olhei para ela apontando para o eu lado.
-Tem areia ai, meu vestido vai ficar mais sujo do que já ta - ela ficou olhando para o lugar ao meu lado.
-Você não quer sentar? Vai ficar em pé? Eu não gosto de ficar sentado olhando as outras pessoas em pé - comecei a rir.
-Paro com a brincadeira, é serio, eu quero estar apresentável  no final do dia - ela me olhou seria.
-Barbara, serio que voce ta se preocupando com isso? ta quase no por do sol, senta aqui, por favor - foz cara de pidão.
-Eu não quero me sujar - ela disse tristonha.
-Com você me olhando desse jeito, eu ate penso na hipótese de você se sentar no meu colo - olhei para ela e imediatamente ela deu um sorriso, sabe aquele sorriso que era só eu ve-lo que ela podia me pedir para que eu lambesse o mão dela eu o faria? Foi exatamente esse sorriso que ela deu, aquele que eu quase que involuntariamente faço o que ela pede.
-Você faria isso? - ela continuava com o sorriso.
Suspirei e sorri para ela.
-Faria - suspirei, sorri, e cruzei as pernas, meu coração estava a cem por hora.
Ela foi se aproximando e meu coração continuava a acelerar, será que era possível eu continuar vivo sentindo aqueles batimentos tão intensos, tão fortes? eu acho que não, mas tenho certeza que é o amor que não permite a morte de vim, ok estou parecendo um poeta nesses últimos dias, EU AMO ISSO, AMO AGIR ASSIM, PQ É POR ELA, É POR CAUSA DELA E TUDO QUE ENVOLVE ELA ME ENCANTA, ME SALVA, ME REVIVE.
Ela se sentou no meu colo e eu a abracei forte, ela se sentou em uma das minhas pernas e ficou me olhando, ainda com o sorriso dominador no rosto.
-LINDO - ela deu um beijo em minha bochecha, sorri e beijei a ponta do seu nariz.
-LINDA - sorri.
Ficamos ali nos olhando, sorrindo e falando coisas idiotas, de vez enquanto fingia que ia deixar ela cair do meu colo e ela se assustava, era engraçado.
-Olha Justin, o sol já ta quase se pondo - ela apontou para o horizonte, eu estava com a cabe;a apoiada em seu braço.
-Tô vendo princesa, você vai ver que as coisas vão ficar bem mais bonitas e incríveis agora - sorri e meu coração acelerou ainda mais, porque eu ainda não morri? Eu não podia morrer, tinha que tentar uma coisa antes e meu corpo sabia muito bem disso…
Eu estava nervoso, muito nervoso, sabia que estava tremendo e que estava tenso agora, ela iria perceber, mas era impossível não se sentir assim, eu estava pronto, sabia que estava pronto para tentar, mas meu corpo estava descontrolado, eu não sabia porque estava tremendo, porque estava ficando difícil respirar, até que ela me olhou, com aqueles olhos INCRIVEIS, com aquele sorriso encantados, com aquele lábios surpreendentemente incríveis e encantadores, tentadores, eu tinha que tentar, eu tinha que fazer isso, eu estava pronto.
-O que foi Justin? Você esta tenso - ela me olhou esquisito.
-Calma, eu tenho que me acalmar - fechei os olhos e suspirei.
-Se acalmar para o que?
-Calma Justin, você consegue - suspirei novamente e abri os olhos, olhei bem no fundo dos olhos azuis dela e cheguei meus lábios mais perto dos dela, estava com a respiração ofegante e ela também.
Fui chegando mais perto até que cheguei ao meu destino, os lábios dela encostados nos meus, era incrível a sensação de tocar nos lábios dela, sorri enquanto ainda estávamos com os lábios só encostados. Segurei a nuca dela e ela fez o mesmo, comecei a beijar ela e aquilo era a melhor sensação, a melhor ação, A MELHOR COISA DO MUNDO, esperei 1 mês para conseguir tomar coragem e tocá-los e aquele momento era exatamente o momento certo, era o MELHOR MOMENTO DA MINHA VIDA, ERA O MELHOR DIA DA MINHA VIDA.
Eu não estava acreditando, ela estava correspondendo ao meu beijo com a mesma intensidade que eu.Estava sendo delicado, ou pelo menos tentando ser, era incrível, era como se nossas bocas fossem feitas para estarem juntas, como se o quebra cabeça que ela era não estava completo sem o meu beijo, sem mim, nós nos completávamos, aquele beijo foi incrível e não foi um simples beijo, foi o beijo, eu estava beijando ela, apaixonado, estava a beijando como se nunca tivesse beijado na minha vida, era novo, porque eu nunca me apaixonei, eu estava apaixonado por ela e agora totalmente apaixonada pelo beijo e por cada detalhe dela.
Eu estava tão feliz, era uma alegria incontrolável , eu só queria gritar pro mundo  EU ESTOU COMPLETAMENTE APAIXONADO PELA BARBARA JILL HASTINGS .  Ela foi soltando os meus lábios devagar e seus olhos brilhavam mais que o normal , meu coração acelerou e eu beijei ela de novo ,  eu não controlava minha alegria , eu peguei  ela no colo e fui andando com ela em direção ao mar , com os lábios ainda nos meus ela ficava sorrindo e eu também sorria , nos éramos dois completos idiotas totalmente apaixonados um pelo outro, era a combinação perfeita .
Entrei com ela no mar , nos já estávamos completamente molhados , eu girava ela e ela me olhava com tanta ternura , sei la , era paixão  demais pra um coração só .
Soltei ela e ela ficou me olhando sorridente e eu estava tao alegre tão fora de mim que eu gritei
- BARBARA JILL HASTINGS , EU ESTOU TOTALMENTE LOUCAMENTE APAIXONADO POR VOCE .
Ela passou os braços em volta do meu pescoço e me beijou de novo , aquilo tudo era novidade pra mim, eu nunca entendi o fato de uma pessoa conseguir se viciar em drogas , mas naquele momento eu entendi , e eu estava me viciando na droga mais forte e poderosa que poderia me matar , essa droga era o amor da Barbara , feito especialmente pra mim , eu queria viver daquela droga e queria morrer dela, a partir daquele momento eu soube que Barbara Hastings era a droga feita totalmente pra mim, feita pra consumir todo o meu coração e me levar a loucura, era ela.
Eu tenho certeza que ninguém é mais feliz que eu, ninguém, ninguém nunca poderia sentir a maravilha que eu estou sentindo. Eu estou apaixonado por ela e gritei a metade da Califórnia e entorno ouvir, EU ESTOU APAIXONADO.
Ficamos ali jogando água um no outro, nos beijando, fazendo idiotices, era simples, era simples o que estava acontecendo, bom nos olhos de qualquer outra pessoa seria, mas no meu? não é um simples momento, é O MOMENTO, não um simples dia ensolarado, É O DIA, não é um simples por do sol, É O POR DO SOL, não é uma simples praia, É A NOSSA PRAIA.
-Você me molho todo idiota - ela jogou água em mim de novo e aquele sorriso perfeito não saia do rosto dela nem se quer um minuto.
-Era essa a intenção - eu ri e eu a abracei e comecei a dar beijos em todo o seu rosto molhado.
-Justin , quando a gente vai jogar baralho ?
- Agora , vem . – Dei a mao pra ela e saímos do mar
Ela deitou na toalha de piquenique estendida e eu fui embaralhando as cartas.
-Sem roubar viu ,? – falou erguendo a sobrancelha
- Vi – sorri irônico – Já sabe que vai perde não e ?
- Há , eu perder ? Nunca ! Eu sou mestre em baralho
- A gente vai descobrir isso agora.- entreguei as cartas, ela ficava olhando pra mim , alem de me distrair com aquele olhar , ela ainda blefava .
Ela jogava bem demais, realmente ela era boa , ela nunca se distraia e tinha foco no jogo , e eu acabei perdendo .
-Você perdeu idiota - ela começou a rir e se levantou fazendo uma dança esquisita, porem, sexy.
-Eu deixei você ganhar - olhei para ela.
-Claro, deixou ganhar, você mente muito mal Justin - ela sorria e continuava a dançar.
-Eu deixei você ganhar, você merecia, afinal, eu esta de roupa branca molhada e dançando na minha frente - me levantei e mordi os lábios enquanto chegava perto dela.
-Não ta aparecendo na… Minha nossa, você ta vendo tudo - ela bateu no meu peitoral – Por que  você não me falou?
-Por que será Barbara? - falei irônico segurando as mãos dela e colocando-as no meu pescoço.
-Safado - ela sorriu.
-Eu não fiz nada - disse com a voz provocativa.
-Exatamente - ela sorriu e me beijou de leve, o beijo era para ser leve, só que eu não tava afim de só encostar nos lábios dela, eu queria mais.
Ela me beijava de um jeito inacreditável, beijar ela era diferente, novo, porque afinal, eu a amo e quando se ama, tudo fica melhor, tudo fica mais brilhante e gay.
Continuei beijando ela, já estava começando a noite e um casal de idosos passou .
- Vocês fazem um casal muito bonito -  falou a senhora
-Deixa eles, Miranda, eles estão , como se fala mesmo ? No clima.
Paramos de nos beijar e olhamos para eles ainda abraçados, começamos a rir deles, eles era um casal bonitos, simpáticos até.
-Ah… oi - sorri para eles e soltei ela dos meus braços e peguei a mão dela.
- Ta vendo Mirando, deixou eles sem graça, custava só olhar? - ele olhou para ela sorrindo.
- Me desculpem, é que eu tinha que falar - ela sorriu.
-Não tem problema - Barbara disse sorrindo e apertando a minha mão – Vocês moram aqui perto? - ela puxou assunto.
- Moramos sim, alias, nós dois estávamos vendo vocês da varanda faz um tempo, vocês são lindos juntos - o velhinho disse.
-Muito obrigada - ela olhou para mim e sorriu novamente e abraçou o meu corpo e eu a abracei também.
- Meu jovem você parece ser um pouco ciumento, eu só acho - Miranda sorriu - Não parece Pedro? - ela sorriu e vi os olhos dela brilharem enquanto olhava para ele, fiquei imaginando nós dois como um casal de velhinhos simpáticos, juntos, se vendo em outros casais mais novos, eu conseguia ver o brilho que os olhos dela tinham quando olhava para ele e a mesma coisa com ele, podia ver ele encantado pelo o mesmo rosto durante muito tempo, era como se eles se apaixonassem todos os dias.
- Ha, ela olhou para mim, não sou só eu que acho - ela sorriu e me apertou ainda mais.
- Você me acha ciumento? Essa parte você não tinha me dito - olho para ela confuso.
- Pois então, me desculpem por estragar, como é Pedro?
-O Clima Miranda - ele riu
-Isso o clima, de vocês, obrigada por não serem mau-educados.
-Por nada, vocês que são muito simpáticos.
- Boa sorte no namoro de vocês e eu acho que um dia vocês vão ser que nem nos dois, dois velhos apaixonados um pelo outro que se vê em casais que realmente se amam, gostei muito de vocês, porque apesar do mundo que nos estamos vivendo, ainda existem jovens que se apaixonam pelos pequenos detalhes - Pedro falou e se virou em direção a uma casa.
Eles andavam de mãos dadas, riam juntos e eram extremamente apaixonados e eu me vi neles, vi nós dois neles, eu e a Barbara, dois velhinhos simpáticos que se apaixonam todos os dias por detalhes pequenos um dos outros e que provavelmente já devem conhecer, mas mesmo assim continuam se apaixonando, por coisas pequenas, sentimentos pequenos que em segundos se tornam a maior coisa do mundo.
Olhei para ela e comecei a rir, ela riu junto comigo.
- Simpáticos eles não? - ela sorriu.
-Muito - suspirei e dei um selinho nela.
- As coisas mais simples não é? É por isso que estamos apaixonados? - ela sorriu.
-Exatamente minha idiota - disse com uma voz autoritária e a beijei.
-Exatamente ciumento - ela soltou uma gargalhada.
-Eu não sou ciumento! - eu me sentei na toalha emburrado.
-Sei, não é, brigou comigo naquele dia da verdade ou conseqüência porque você não é ciumento - ela disse sarcástica e deitando sua cabe;a em meu colo, eu comecei a mexer no cabelo dela.
-Não foi por ciúme… foi por outra coisa - coloquei o cabelo dela no rosto dela e ri.
Ela ficou seria e respirou fundo .
- Justin , posso te contar uma coisa ?
- Claro- falei fazendo carinho no cabelo dela
- Sabe por que eu tava chorando naquele dia do bar ?
- Não , você nunca me contou .
-Se prepara que e drama .
- Conta …
- Desde que eu nasci as coisas na minha família pioraram muito, eu era a causa , minha mãe e meu pai só brigavam e brigavam , e sempre exigiam muito de mim , mas isso não era bom, não era construtivo , era exagero. Eu tenho um irmão chamado Mason , o favorito deles dois , eu sempre fui comparada com ele , sempre jogavam na minha cara que ele era melhor que eu. Meu pai nunca gostou de mim e se ele tivesse uma oportunidade de ferrar com a minha vida , ele faria . Eu fui crescendo e percebendo o quanto eu era miserável , o quanto por mais que eu me esforçasse muito eu nunca chegaria aos pés do Mason. – Ela respirou fundo e continuou -  Eu mataria por reconhecimento deles , Justin , eu me achava esperta demais e que um dia eu deixaria de ser A Barbara-Hastings-Boa-Pra-Nada , e me tornaria uma versão muito melhor do Mason … Mas isso nunca aconteceu , a única coisa que eu fiz que já orgulhou eles foi namorar o Mason que e rico e a família dele tem negócios com a minha família , eu nunca amei ele , eu me acomodei a aquilo. Naquele dia do bar , eu tinha perdido minha vaga em Havard porque tinha perdido o horário , e meu pai me xingou de todos os nomes possíveis , me humilhou e fez eu me sentir um nada , minha única saída era beber , e meu plano para aquela noite era esse . Eu sou só a aberração daquela família , aquela que era humilhada por cada membro , meu pai jogou minhas roupas na rua por saber que eu tinha ido a uma festa . Eu queria ter a alma perfeita , ser perfeita , mas eu não sou . Por mais que eu esteja melhor agora eu nunca vou desistir de ter o amor deles , de ser reconhecida por eles, mas vai ver eu não nasci pra isso . Se não fosse a Amber e você , eu não sei o que seria de mim agora … Vocês salvaram a minha vida , fizeram eu deixar de me sentir a Barbara Miserável e me fizeram me sentir eu mesma , a Barbara , aquela que sabe que nunca vai ser perfeita , mas que consegue ser feliz com isso …Muito obrigada .
Ela já deixava as lagrimas escorrem dos olhos dela, como alguém conseguiu ferir ela daquele jeito ? Como foram frios e fizerem ela se sentir assim ? Ela era imperfeitamente perfeita . Como faziam aquele coração se sentir mal ?  Eu queria protegê-la acima de tudo, eu faria ela se sentir amada, ela era minha.
-Hey, hey,princesa ?  Ta tudo bem, você ta aqui comigo, eles nunca mais vão te machucar, nunca mais ta bom ? - falei enxugando as lagrimas do.rosto dela.
-Muito obrigada, de verdade - ela suspirou e se sentou e me abraçou.
Ficamos ali abraçados, sem falar nada, só sentindo a respiração e o coração acelerado um do.outro, eu iria protegê-la de tudo.e de todos que a machucavam, eu não ia deixar ela se sentir assim novamente, eu iria amá-la com todas as minhas forças e eu SEMPRE iria estar la quando ela precisasse.
-eu to com fome - olhei para ela com cara de safado.
-Justin Drew Bieber você me beijou hoje, mas agente não vai fazer isso - ela me olhou assustada.
-Vish, eu disse que tava com fome, foi você que inventou coisa,deve ser porque quer – comecei a rir e ela riu comigo, eu peguei a mochila e fiquei procurando comida.

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