15 fevereiro 2013

capitulo 18 - Criminal



Quando você era apenas uma garotinha, era tão preciosa
Mas agora você cresceu
Tão linda que é como uma benção
Mas não aguenta um homem olhando para você por 5 segundos
Sem ficar insegura - How to love

Justin POV 
Barbara estava me olhando com cara de raiva , eu admito que eu tinha pegado pesado ,mas aquilo fora necessário , eu não podia simplesmente me entregar e demonstrar o quão feliz eu estava por ter ela na minha casa , afinal eu tinha que odiá-la por tudo que ela tinha feito não é ? 
-Por favor, tira dessa luta - me olhou com raiva, a ignorei e continuei assistindo, ela se levantou e bebeu um copo dӇgua, - quando a tal da Kat vem?
-Quando eu quiser que ela venha - falei grosso 
-Que merda você se tornou?- Perguntou com cara de nojo 
- Opa não vale roubar as minhas perguntas - peguei meu celular e disque o numero da Kat - Ia te perguntar a mesma coisa 
-Você ia me perguntar a mesma coisa? O que eu me tornei? - ela suspirou com raiva - EU SOU A MESMA BARBARA DE SEMPRE, VC QUE SE TORNOU UM IDIOTA - ela gritou ainda em pé 
-Interessante - Coloquei o celular no ouvido - Agora para de dar show que eu to no telefone 
-IDIOTA - ela bufou para mim e me olhou com raiva, dava pára ver nos olhos dela a raiva que ela estava sentindo, ela bateu o pé e subiu as escadas e bateu a porta.
-Kat, é confirmado que você vem? Eu vou te pagar 
-Claro que é eu ainda não entendi direito, você vai me pagar para quê? - ela disse confusa - você disse que não vai rolar nada.
-Vou te pagar pra fazer ciúmes em uma garota, não é difícil só finge que a gente tem um “caso”.
-Sem problemas - ela sorriu - isso é engraçado - ela começou a rir do outro lado da linha - mas eu to livre agora, posso ir - ela não parava de sorrir, essa menina é engraçada, muito simpática para uma prostituta - já passo ai gato, tchau - ela desligou e eu fiquei deitado no sofá olhando para o teto.
Olhei para o jogo e eu nunca estive tão entediado em toda a minha vida, eu amo luta, mas naquele momento, tudo estava muito sem graça, era engraçado vê-la irritada, mas, eu não sei me deixava triste, saber que ela não era minha, que havia me trocado, a ficha não tinha caído ainda.
Eu ainda a amava, eu só não chorava mais, não tanto e não na frente das pessoas, não diria que superei só que cansei.
Ela desceu as escadas e sentou no sofá, deu um suspiro longo e disse:
-Trégua?
Ela queria ficar bem comigo? Eu sentia falta dela e parecia que ela sentia a minha também.
-Por que trégua? Isso nunca foi uma guerra - tentei parecer frio, não podia ceder, não agora, eu me questionava a cada segundo porque ela tinha me deixado, tudo parecia estar tão certo e aquele nerd era tudo que ela queria em um homem? Claro que sim, Justin. Ele pode oferecê-la tudo que você não pode um futuro digno. Por alguma razão eu sentia que precisava insistir na Barbara, saber se ela ainda me amava… Ou se ela já me amou. 
-Qual é Justin, você não vê o que ta acontecendo? - ela olhou para baixo depois para mim, mordeu o lábio e eu pude ver a tristeza nos olhos dela, os olhos fundos que tinham acabados de ser lavados, podia ver, ela ainda me amava, é claro que sim, eu iria perguntar o porquê dela ter me deixado e ela me diria e não importa o que seja, contanto que ela me ame, eu fico com ela e enfrento qualquer pessoa.
-T... - a campainha tocou e eu percebi a burrada que eu ia fazer, ela só estava carente Justin, ela não te queria, eu não vou ceder e nem pensar nisso, nunca mais - Salva pelo o gongo - me levantei e ri irônico.
Abri a porta e era a Kat, ela estava parada em frente à porta com uma pose muito sexy, sorri maliciosamente e abracei-a.
-Ela esta olhando? - sussurrei no ouvido dela.
-Ta sim e com muita raiva - ela sorriu.
Eu apertei a bunda dela e comecei a beijar o pescoço dela. Olhei para a Kat e ela sorria maliciosamente.
-Você quer provocar mesmo ela? - ela levantou a sobrancelha e eu balancei a cabeça confirmando - chamou a pessoa certa gato - ela me soltou, jogou o cabelo para o lado e entrou na casa, ela desfilava, aquele corpo era incrível.
Fechei a porta e senti ela apertando a minha bunda com força, sorri para ela e olhei para a Barbara, ela parecia um pimentão de tão vermelha, mas com certeza ela não estava corando.
- Já deu minha hora aqui - falou ela saindo da sala com muita raiva
-Então ta - sorri - agente vai pedir comida, você quer? - disse irônico, abraçando a Kat por trás e beijando o pescoço dela.
-Não, perdi a fome, to enjoada - ela foi para a varanda e fechou a porta.
-Nossa, eu não falei nada para a menina e ela já ta com raiva? Esquentadinha ela heim? - Ela se sentou - mas então o que agente vai fazer?
-Não sei assistir TV e fingir ser um casal apaixonado - falei ligando a TV e me sentando ao lado dela, progresso do plano: 100%.
A Kat conseguia ser pior que eu e eu amava do jeito que a Barbara estava agindo , isso só podia significar que ela ainda me amava.. Ou talvez ela só queria que eu fosso o brinquedinho dela e de mais ninguém isso me deu mais vontade ainda de continuar com o plano 
Abracei-a e ela se acomodou a mim, ficamos assistindo TV.
Eu olhava para a varanda toda hora, mas não dava para ver ela.
-Hey finge melhor - ela sorriu e virou o meu rosto para ela - o plano é fazer ela ficar com ciúme e não perceber que você ainda ama ela - ela sorriu.
-Eu não amo ela, é só que...
Ela me interrompeu - Ah, por favor, Justin, eu sou prostituta, não burra, drr - ela bateu na minha cabeça.
Suspirei e olhei para a varanda de novo, vi o cabelo dela balançando, eu só consegui ver isso, mas já estava satisfeito, eu sempre amei o cabelo dela voando, falava para ela que dava um ar de modelo para ela, sorri e olhei para baixo.
-O que a idiota fez? - ela perguntou baixo.
-Me trocou por um nerd, rico, eu só fui num brinquedinho para ela - suspirei e apertei-a.
- Agora a gente vai pegar pesado - falou sentando no meu colo e me beijando bem na hora que a Barbara entrou e me olhou chocada , eu pensava que ela fosse subir , mas não ela se sentou no outro sofá e continuo olhando para a TV.
Enquanto ela me beijava de vez em quando eu abria os olhos para ver a reação dela, mas ela nunca olhava, então fechava os olhos de novo e continuava beijando ela.
O beijo da Kat era quente, intenso, era bom, ela beijava muito bem, mas o beijo da Barbara era melhor, até por que eu era agressivo, eu era intenso e ela era a doce, a que fazia o meu corpo se acalmar enquanto eu a beijava, o jeito dela fazia com que eu sentisse como se nada mais fosse real, como se só existisse eu e ela.
Tentei imaginar a Barbara no lugar da Kat, mas era impossível, toda vez que eu tentava colocar o beijo dela no lugar do da Kat, eu lembrava de tudo, mais claramente do sonho/realidade, me lembrança de tudo o que agente tinha acabado e de como ela me deixou, como ela foi cruel e como foi fácil para ela me deixar.
Senti uma lagrima cair, foi pequena, a Kat passou a mão no meu rosto e sentiu, parou de me beijar e disse no meu ouvido.
-Mente melhor, só eu aqui não vai adiantar nada.
-Eu vou - disse com raiva - amor você quer comer alguma coisa? - me levantei e peguei o meu iPhone.
Ouvi o suspiro dela e a olhei pelos cantos, ela estava chocada, olhando para mim como se o que eu tinha acabado de falar tivesse sido pior do que quando ela acabou com tudo.
-Quero sim gostoso - ela se levantou, me deu a mão e com a mão livre bateu na minha bunda, fiz cara de safado e liguei para uma pizzaria.
- Vocês me fazem querer vomitar - Barbara falou encarando a Kat - Há quanto tempo você tá no ramo, Kat? - Perguntou irônica 
- Que ramo? - Kat não tinha entendido a pergunta, mas eu sim
-Você sabe, prostituição, colega. Quanto tempo você vende seu corpo?
- Garota isso não te interessa, diferente de você eu não tenho um papai e uma mamãe pra me bancar. - Falou irritada, se eu não parasse aquilo ia dar em briga porque era a mistura de um furacão e um vulcão, ambas eram encrenqueira.
- Vem, Kat - falei com a mão na cintura dela 
-Ah, por favor, Justin, você vai se fazer de bonzinho agora? Me deixa jogar a verdade na cara dela – ela olhou para mim com raiva e voltou a olhar para a Kat – VC É UMA PROSTITUTA, NADA VAI MUDAR ISSO, VOCÊ SÓ DA PRAZER PARA ELE, NADA MAIS QUE ISSO – ela gritou chegando mais perto.
-Por favor, gente, para de brigar – olhei para elas, elas olharam para mim e depois voltaram a se fuzilar, elas não ouviram uma palavra do que eu disse ou fingiram não ouvir.
- Garota, ele não é mais seu brinquedinho, você só tá com raivinha porque ele parou de ser otário e chorar por você. Você sabe que eu posso fazer ele sentir de um jeito que você nunca vai conseguir.
-Fazer ele se sentir de que jeito? Sentir tesão? É isso que você chama de sentimento? Para mim sentimento mesmo era o que agente tinha, era o que agente sentia, por que eu consegui fazer com que ele me amasse sem ter que vender o meu corpo, ou deixar ele enfiar o pau dele na minha vagina.
- Ah, ele pode tá até me usando, mas é meu nome que ele grita e não o seu, Bianca? É Bianca? Ah esqueci, e o Justin também - falou me agarrando
A Barbara abaixou a cabeça quando ouviu a Kat falar que eu a esqueci, ela suspirava alto, como se quisesse se controlar as lagrimas, mas que lagrimas? Ela é uma falça, não tem um coração, ela me deixou e agora ta brigando com a Kat? Nada disso faz sentido.
-Meu nome é Barbara idiota e ah, você sabe que ele ta te usando? Alem de prostituta ainda é burra? - ela sorriu irônica - e você Justin, pode soltar ela, vamos ver se ela é forte o bastante na mão o que ela diz ser na cama - ela deu um passo para frente.
- ELA NÃO VAI BATER EM NINGUÉM- falei subindo com a Kat 
-Que bonito, ele ta protegendo ela, por que ele sabe que ela não é forte porra nenhuma, ele quer proteger ela, PQ EU SEI JUSTIN QUE VC PAGARIA PARA ME VER SANGRANDO NO CHÃO - ela gritou com raiva e eu empurrei a Kat para dentro de qualquer quarto.
Sentei-me em frente a porta e fiquei com a mão no rosto, por que ela não conseguia ver que quem eu não queria ver machucada era ela? Eu gosto muito da Kat, mas ela passa por isso todos os dias, já a Barbara é frágil, doce, muito fraca, ela não consegue machucar nenhuma mosca.
Comecei a chorar e as ultimas palavras dela ficavam ecoando na minha cabeça "PQ EU SEI JUSTIN QUE VC PAGARIA PARA ME VER SANGRANDO NO CHÃO", eu não pagaria para ver ela sangrando, pagaria para ela ter a maior proteção do mundo.
- O que foi? - Falou a Kat abrindo a porta depois que a Barbara tinha voltado para o quarto dela - Desculpa, eu não devia ter feito isso é que essa garota é um pouco abusada , mas desculpa, eu entendo se você quiser me demitir - falou com voz triste 
-Não é nada, não se importe comigo - tirei a mão do rosto, limpei as lagrimas e me levantei, suspirei e finalmente minha voz normal voltou - Eu não vou te demitir? Por que eu faria isso? Agora que o jogo começou? Não, seria muito desperdício ouvir tudo aquilo, ter chorado por meses e depois, não brincar um pouquinho com ela - sorri e mordi o lábio.
Ela sorriu também e ficou me encarando.
-Você é mau, se você não estivesse completamente apaixonado por ela, a idiota do quarto ao lado - ela sorriu maliciosamente - nós teríamos um sexo bom - ela começou a gargalhar e eu também, como ela conseguia brincar com algo assim?
- Com certeza, agora vamos pedir a pizza - falei erguendo a sobrancelha - Gosta de que sabor ?
-Marguerita - A Barbara odiava aquele sabor de pizza isso só mostrava o quão diferente elas eram.
- Metade Marguerita e metade quatro queijos - falei pegando o telefone, e me jogando no sofá da sala enquanto pedia a pizza.
Kat se sentou ao meu lado e deitou a cabeça no meu colo 
- Você tem que mentir melhor, até meu chinelo percebe que é mentira, finge como se você não se importasse.
- Eu tento - falei suspirando
- Não tão bem quanto deveria você tem que mostrar que já esqueceu.
-Como eu mostro que já esqueci se eu não esqueci, se eu te contratei justamente para ver se ela ainda sente o mesmo? - suspirei e o telefone caiu na caixa postal - que merda, atende essa porra - suspirei e liguei de novo - Kat como você consegue esconder que você não sente? Por que eu sei que tem um coração ai que já foi magoado.
- Eu respiro fundo e esqueço os momentos bons, lembro das coisas ruins que a pessoa já fez e sou forte, só isso. Eu consigo ser fria, faz parte do meu trabalho - ela deu um sorriso fraco, se ela não fosse tão fria como fala jurava que ela ia chorar. - Sua patricinha, é uma idiota por ter te deixado - os olhos dela eram azuis, muito azuis, mas eram camuflados pelo delineador preto, ela queria esconder a tristeza daqueles olhos… 
-Eu vou tentar ser como você - sorri e acariciei o rosto dela - Você é linda e merece respeito, não acha?
-Para que eu vou exigir respeito? Essa palavra não existem mais nesse mundo - ela sorriu sarcástica e bateu na minha mão - Você é um dos poucos que eu conheço que ainda sabe o que isso significa... Cadê a minha pizza? - ela exigiu.
-Vou tentar ligar de novo - peguei o iPhone e disquei o numero novamente, chamou umas 50 vezes, mas eles atenderam.
-Pizzaria Nathely o que deseja?
-Que vocês sejam mais eficientes, eu estou ligando para vocês faz uma meia hora e vocês não atendem, puta que pariu eu vou pagar e vocês não atendem, vai toma no cu - suspirei e a Kat olhou para mim e fez sinal para eu me acalmar, eu sabia que não podia estar fazendo isso, mas é que tinha vezes que a minha raiva tomava conta de mim, eu me lembrava de tudo, do fingimento filho de uma puta que ela fez e pareceu tão real, me lembrava de tudo e simplesmente descontava em tudo, em tudo que não tinha culpa.
-Senhor, você esta bem?
-Eu pareço bem merda? Para de fingir que se importa por que a minha ex já fez o favor de fazer isso por TODOS vocês, eu quero uma pizza de marguerita com metade de quatro queijos - fechei os olhos e suspirei tentando ficar calmo.
- Você tem que se acalmar - falou Kat.
Barbara desceu e se sentou no sofá ao lado do nosso e eu comecei a fazer carinho no rosto da Kat, de vez em quando eu olhava para ver a reação da Barbara, ela tava mais indiferente e só ficava mudando de canal. Até que a Kat levantou e tomou o controle das mãos dela colocando em uma série de TV qualquer, Barbara respirou fundo, mas não fez nada o que era estranho.
Olhei para a Kat meio confuso e ela fez o mesmo.
O que estava acontecendo com a Barbara? Ela não ia fazer nada? Sei lá, algum gnomo falou alguma coisa para ela quando ela subiu?
A Kat estava tão surpresa quanto eu, ela ficava olhando para ela para ver se ela fazia alguma coisa, mas nada, ela não movia um músculo nem para olhar para mim, nem para olhar para sei lá, qualquer coisa.
-Amor quando que a pizza chega? - a Kat perguntou olhando para mim.
-Não sei, acabei de ligar, deve chegar daqui a uns 30 minutos princesa - abracei-a de lado, beijei a bochecha dela e olhei disfarçadamente para a Barbara, ela estremeceu e fez uma cara de nojo misturado com raiva, abraçou o travesseiro forte e respirou fundo.
Ficamos vendo a serie, era interessante até, se não me engano era PLL, era suspense, ela era realmente boa, mas eu não estava prestando muita atenção, de vez em quando eu beijava a Kat ou ficava esperando a Barbara falar alguma coisa, mas ela não o fez, em momento algum.
1 semana depois

Eu e Kat continuávamos com nosso jogo , a Barbara sabia jogar como ninguém , mas ás vezes ela falhava.
Quanto mais tempo eu estava com ela , mas eu sentia falta dela. A Kat era legal e eu até pensava em dar uma “chance” para ela, mas ela não era a Barbara, ninguém me fazia sentir como a Barbara…
Desde que ela veio pra cá o único momento que nós tivemos paz foi quando a Kat não estava aqui e ela pediu para trocar o canal, e eu fiz, ela agradeceu e só isso. Ela tentava uma reaproximação, mas ou eu ou ela estragávamos.
-Cheguei, gato - falou Kat abrindo a porta e jogando sua bolsa em cima do sofá como sempre fazia.
-E ai. - falei a cumprimentando 
-Como foi o seu dia? - disse tentando puxar assunto, suspirei, eu nem a abracei, a Barbara estava no trabalho, ela só iria chegar as 7 e agora eram 6h30mim, não avia necessidade de fingir, me sentei no sofá e dei play no Left 4 Dead, jogar jogos de tiro era o meu carma agora.
-Como esta o jogo? Ta ajudando? - ela entrou na cozinha, voltou com uma garrafa de cerveja.
-Ta ótimo, eu pelo menos não desconto no carteiro como a 2 dias atrás - sorri sem tirar os olhos do jogo - Vamos idiota, me mata retardado, esqueci você é fraco demais e é um zumbi que não consegue nem chegar perto de mim, não seja um Justin da vida - gritei e suspirei, agora todo fracassado eu me referia como eu, ótimo estava na pior fase de miseradismo, essa palavra não existe, comecei a me lembrar... NÃO, VC NAO VAI SE LEMBRAR, atirei em muitos zumbis, em o monte de coisas, sem motivo, dei pause e coloquei a mão na cabeça.
-Você tem problemas mentais gato - ela deu uma gargalhada.
-Meu problemas se chama Barbara - suspirei e continuei com a mão na cabeça.
- É um grande problema. - Falou suspirando. - Qual o plano pra hoje?
- O de sempre, a gente pirraça ela até ela desistir e se entregar.
- Como se isso fosse acontecer fácil. - Riu- eu to me sentindo em um triangulo de verdade, sério. Eu to passando tempo demais com vocês, falar nisso, daqui a pouco ela chega não é?
- É- sorri 
-Vou pegar bebida, quer?- Falou abrindo a geladeira 
- Quero ketel one... 
- Ketel One e Birinight - falou e pegou dois copos, acendeu um cigarro e deu um trago.
Fui até a cozinha e Kat sentou no balcão e me entregou um copo. Escutamos a porta abrir, era a Barbara.
Engoli a seco e respirei fundo, eu teria que ser forte como eu fiz toda a semana, tentaria ser forte e frio, seria um vagabundo retardado que maltrata a mulher que ele mais ama em toda a vida dele.
Escutei ela deixando as chaves em cima da mesa e subindo as escadas, abracei a Kat e olhei para ela como sempre, eu me consentrava nos olhos que escondiam a dor para ver se algum dia a força dela passasse para mim.
-É agora - ela falou com um ar de suspense, eu gargalhei.
-Minha nossa, e esse suspense que né... - sorri e ouvi a Barbara descendo as escadas.
-Justin... - comecei a beijar o pescoço da Kat antes que ela falasse alguma coisa, parei de beijar ela e só colei mais a Kat no meu corpo, me virei para ela e mordi o lábio.
-Oi - falei sarcástico, me vire ri para a Kat e a beijei.
-Jus agente acabou de transar - ela sorriu colocando a mão na minha nuca - pelo menos 5 minutos de descanço - ela mordeu o lábio e eu parei de beijá-la.
Olhei para a Barbara e ela estava parada na porta, com cara de tédio olhando para as unhas.
-Agora você pode me ouvir? - ela levantou as sobrancelhas, ela estava com raiva.
-Eu não queria... - Kat deu um trago no cigarro, peguei o cigarro da mão dela e dei um trago também, eu nunca tinha fumado na minha vida, era estranho, eu não gostava disso, mas estamos em um jogo, temos que fazer alguns esforços.
-Não sabia que você fumava Justin - ela disse com mais raiva ainda, nos encarando.
-Não fumo, mas faço tudo pela a minha Kat - mordi o lábio dela e olhei para a Barbara - o que você quer garota?
-Sua Kat? - ela falou tentando esconder a voz triste, não conseguiu, ela sempre reagia assim quando eu falava que ela era minha, sempre, ou ela falava alguma coisa ou subia na hora sem demonstrar raiva ou tristeza.
-É a minha Kat, você já devia saber disso, nosso relacionamento é serio - olhei para os olhos da Barbara e eles estavam cheios de lagrimas, eu não queria vê-la assim, mas era preciso - quer dizer, agente já transou, esse com certeza é o firmamento de um relacionamento - disse irônico.
-Eu... - ela engoliu a saliva - eu só queria saber aonde você colocou o... O... - ela balançou a cabeça e escondeu o rosto - quando eu me lembrar eu volto e pergunto - ela suspirou e se virou.
-O que foi patricinha, ta com ciúme de mim?? Sem coração - ela saiu correndo dali, me soltei da Kat e ouvi alguma coisa caindo, fui ver o que foi, mas a Kat me segurou.
-Ela só caiu calma - ela me puxou para longe da porta da cozinha.
Fiquei parado, encostado na bancada por um bom tempo, chocado com o quanto eu havia acabado de ser grosso com ela, o quanto ela estava acabada, o quanto eu a machuquei, senti meu rosto molhado com as lagrimas, mas eu não me movi, fiquei olhando para o chão observando as lagrimas caírem.
Qual é Justin você vai ficar chocado com isso? Triste com uma coisa que vc fez? Ela fez muito pior com você, você chorou muito mais que ela, sofreu mais que ela, ela merecia, mas eu a amava, eu a amo e o que eu acabei de fazer com ela, não seria o que eu queria ouvir da boca dela, por que iria me machucar.
Justin você não viu o quanto ela saiu arrasada daqui? Ela não sabia falar, ela estava triste, muito triste, você viu as lagrimas nos olhos dela, ela estava triste, mas todo mundo sabia que não era com as palavras, era por que ela havia perdido o brinquedinho dela e eu havia feito ela perceber isso.
Kat P.O.V

- Eu não acredito que você tá mal- falei olhando incrédula para o Justin .
- Vai passar , não se preocupa 
- Eu espero - me levantei e fui para o banheiro a porta estava encostada , abri de leve e escutei a patricinha chorar .
- Do que adianta agüentar toda essa humilhação ? Ele não te ama mais, Barbara. E o que dói mais é amar ele mais do que antes, eu não consigo desistir dele. Parece que quanto mais ele me despreza mais eu o amo… - Ela chegava a soluçar, eu não sabia se sentia raiva, ou pena dela. Se ela realmente gostasse dele por que ela ia ter largado ele? Eu entendo o Justin 100 %, é ruim ser um otário, ser enganado, amar e sair ferido.
Eu estava no meio de um dilema, contava para o Justin que eu vi a patricinha dele chorar e dizer que ama ele, ou torturar ela mais um pouco, eu sabia que se continuasse daquele jeito eles logo iam voltar, então decidi deixar as coisas acontecerem naturalmente, encostei a porta e me sentei na varanda com um cigarro aceso, pensando em todos os meus sonhos que se transformaram em visões, todas as vezes que eu sofri e isso me deu mais força pra levar a minha vida. Katherine a garota que só queria ser feliz tinha morrido, Kat a mulher que precisava sobreviver tinha tomado o lugar dela.

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